Descubra por que reduzir a inflamação é um caminho para a saúde

A inflamação pode ser definida como um estado em que o organismo se encontra quando ocorre associação entre alterações fisiológicas, bioquímicas e imunológicas em resposta a impulsos nocivos para o organismo.


Ela geralmente é classificada em duas fases, onde a primeira é a chamada fase aguda, que acontece após o estímulo agressivo, e a segunda é a fase crônica, que ocorre em resposta ao sistema imunológico.


Evidências científicas já demonstraram que a inflamação crônica de baixa intensidade está fortemente associada com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), das quais estão incluídas a obesidade, doenças cardiovasculares, dislipidemias, diabetes e câncer.


Além disso, o mecanismo de ação dos componentes pró inflamatórios que atuam na inflamação, promove resistência à ação da insulina, maior mobilidade de gorduras, estresse oxidativo e disfunção endotelial, resultando na piora da saúde desse indivíduo de forma geral. Ainda, o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras, aditivos alimentares, toxinas e outras substâncias pró-inflamatórias também podem desencadear processo inflamatório.


A partir disso, é possível compreender os diversos efeitos deletérios que a inflamação provoca no nosso organismo. Sendo de muita importância adotar condutas relacionadas à atividade física e a alimentação adequada, a fim de evitar esse estado metabólico e promover a saúde.


A alimentação é uma forte aliada para a redução da inflamação, podendo combater os efeitos provocados por ela de forma natural através dos alimentos. Com isso, os alimentos com propriedades anti-inflamatórias são excelentes para essa condição, dentre eles é possível citar: uva, brócolis, alho, limão, gengibre, abacaxi, açafrão da terra, oleaginosas, atum, sardinha, acerola e azeite de oliva extra virgem. Além de introduzir os alimentos anti-inflamatórios na alimentação, a redução no consumo de alimentos que promovem a inflamação também é importante.


Ainda, atenção também deve ser dada para os macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos) que compõem a dieta, visto que, dependendo da forma que estão distribuídos na alimentação podem estimular o estresse oxidativo e a inflamação crônica.


Contudo, é possível observar que uma dieta com quantidade energética adequada, baixa em gorduras saturada e trans, moderada em carboidratos, com bom aporte proteico, rica em frutas, legumes e verduras juntamente associada com a frequência na prática de atividade física, são fatores essenciais para você evitar a inflamação.