• Karina Al Assal

Polifenóis e Microbiota

Polifenóis são encontrados em diversas plantas, alimentos como frutas, cacau, ervas, sementes e bebidas como café, chá e vinho. Esses compostos estão muito relacionados com a prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e outras doenças, pelo seu potencial efeito antioxidante.



Estudos mostram que existe uma interação recíproca entre a microbiota e os polifenóis, já que a microbiota pode influenciar na biodisponibilidade desses compostos e esses compostos têm capacidade de alterar a microbiota intestinal de forma positiva.

Estudos mostram que os polifenóis podem aumentar as concentrações de bactérias benéficas da microbiota, como algumas espécies de Firmicutes e Verrucomicrobia. Ainda, outro estudo demonstra que os compostos fenólicos podem inibir o crescimento de espécies de bactérias relacionadas à obesidade induzida pela dieta, como Erysipela Trichiaceae e Bacillus.

Além disso, os polifenóis promovem o crescimento de bactérias boas, como Akkermansia, Faecalibacterium e Roseburia, que podem gerar benefícios a saúde do hospedeiro já que a Akkermansia muciniphila é importante para a homeostase glicêmica e equilíbrio do peso, e a Faecalibacterium e Roseburia são consideradas bactérias capazes de produzir grande quantidade de ácidos graxos de cadeia curta, principalmente Butirato.

Estudos mostram também que, os efeitos dos polifenóis presentes em frutas vermelhas, como mirtilo, framboesa, uva e açaí aumentam as concentrações de bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta em indivíduos obesos com síndrome metabólica.

Os polifenóis podem também exercer funções prebióticas, com efeitos inibitórios ou estimuladores sobre as bactérias com potencial patogênico ou bactérias benéficas.

Por outro lado, a microbiota pode atuar nesses compostos também, modulando a transformação de polifenóis em metabólitos menores, para assim melhorar sua biodisponibilidade e suas propriedades. Em especial, a microbiota desempenha funções importantes na modulação da biodisponibilidade de pró-antocianidinas, responsáveis por exercer efeitos protetores nas células epiteliais do cólon, contra doenças causadas pela inflamação.

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