Modulação intestinal – é possível?



A microbiota é formada por microrganismos como bactérias, vírus, fungos, leveduras, entre outros microorganismos que povoam nosso intestino mantendo ali uma relação simbiótica. Atualmente a microbiota intestinal tem sido considerada como um órgão funcional com extensa atuação sobre o organismo, podendo, assim, influenciar na saúde do hospedeiro.


Ela apresenta-se com plasticidade variada, sendo facilmente ajustada a estímulos do hospedeiro e ambientais, isso difere do genoma humano. Logo, a alimentação/dieta entra como fator ambiental essencial na montagem dos genes bacterianos intestinais, atualmente tido como um modulador intestinal.


A modulação intestinal (vide figura 1) é considerada um conjunto de intervenções aplicadas ao trato gastrointestinal, com o objetivo principal de reequilibrar as proporções de bactérias que compõe a microbiota, colonizando assim mais bactérias benéficas, evitando alterações na microbiota.


Essa modulação auxilia na proteção do epitélio intestinal, fornece nutrientes para a produção de substâncias benéficas ao organismo e evita a exposição do intestino a agentes agressores e disruptores do metabolismo, que prejudicam a saúde intestinal.