A relação entre chás, EGCG e microbiota

A Epigalocatequina galato (EGCG), é um tipo de composto vegetal denominado catequina. Esse composto faz parte de um grupo maior e bastante conhecido de compostos, chamado de polifenóis.



Em termos de concentração, as catequinas presentes no chá verde representam de 60-80% dos polifenóis totais, sendo uma das substâncias bioativas mais importantes do chá verde. Dentro das catequinas, existem as epicatequinas, epigalocatequinas, galato de epicatequina e a galato de epigalocatequina. Estudos mostram que o EGCG apresenta as maiores concentrações e maiores atividades biológicas.


A EGCG, tem potente propriedade antioxidante que protege as células contra danos causados por radicais livres. Estudos mostram que elas podem também reduzir a inflamação e prevenir doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.


A EGCG está presente de forma natural em diversos alimentos à base de plantas, como por exemplo no chá verde, mas também pode ser suplementada na forma de extrato.


Os polifenóis podem ter efeitos no aumento das concentrações de bactérias benéficas da microbiota intestinal. Em relação as catequinas do chá, elas interagem com o desenvolvimento básico e aspectos metabólicos das bactérias.


Os efeitos das catequinas do chá no crescimento e metabolismo bacteriano depende da estrutura dos polifenóis e da cepa de microrganismos, que podem interagir com as superfícies das células bacterianas, para assim inibir a atividade enzimática e afetar o metabolismo energético.


Estudos mostram que, a EGCG do chá verde é capaz não só gerar mudanças na composição corporal, mas também de influenciar e alterar de forma positiva a microbiota intestinal, com aumento das concentrações de bactérias benéficas como Bifidobacterium, Bactobacillales e Bacteroides.