3 chás para melhorar os dias de TPM!


Mulheres que tem um ciclo menstrual natural, sem uso de anticoncepcionais ou outro tipo de medicação hormonal, costumam apresentar, no final do ciclo, a temida Tensão Pré-Menstrual. É preciso entender, antes de tudo, que os sintomas que são experienciados nessa fase refletem o ambiente hormonal que está instalado no corpo feminino antes da menstruação chegar: o estrogênio e, principalmente, a progesterona estão em níveis maiores do que em qualquer outro momento do ciclo, e essa “alta” hormonal influencia diretamente a maneira como sentimos nosso corpo físico e nossas emoções também.

Outro ponto que necessita ser compreendido é que a menstruação nada mais é que a expulsão de um tecido (o endométrio) que foi produzido para abrigar uma gestação, e sem esse fim, ele precisa ser expelido do útero. Qualquer movimento para fora do corpo exige contração dos músculos, certo? E com a menstruação não é diferente. No momento final do ciclo menstrual, aumenta a produção de algumas substâncias chamadas prostaglandinas, que vão atuar justamente aumentando a contração da musculatura uterina. Mas esses compostos também apresentam uma natureza mais inflamatória e quanto mais propício à inflamação estiver o organismo, maior vai ser o número de prostaglandinas.

Esse ambiente “propício à inflamação” nada mais é que o resultado de hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, sono inadequado e estresse elevado. Por isso, a maneira como cuidamos do nosso corpo ao longo de todo o ciclo fala muito sobre como nos sentiremos nesse momento final. E quanto mais inflamação, piores tendem a ser os sintomas clássicos da TPM: cólica, dores nos seios, lombar e cabeça, irritação, instabilidade emocional, surgimento de espinhas, e a constipação também é muito comum.


Em um momento que queremos tomar cada vez menos remédios e cuidar da nossa saúde da forma mais natural possível, como lidar com esses sintomas da TPM? Chás são uma ótima pedida. Ricos em fitoquímicos e uma variedade de compostos bioativos, podemos aproveitar das propriedades de alguns tipos de chá para tentar minimizar os sintomas que acompanham o final do ciclo menstrual.


O gengibre tem sido estudado como uma especiaria com intenso potencial antiinflamatório, e em alguns estudos, a suplementação dessa raiz se mostrou efetiva na redução das cólicas menstruais. Então, já sabe: quando estiver chegando ao final do seu ciclo, já comece a incluir uma xícara diária desse chá.Também pensando em reduzir as dores desse período, o chá de dente de leão pode ser uma ótima opção.


O uso de funcho para tratar diversas condições associadas à saúde da mulher também está retratado na literatura. Além de apresentar um efeito sedativo e atuar sobre as alterações intestinais do período, também parece reduzir os sintomas mais emocionais da TPM, como os sentimentos ansiosos e depressivos. Fica aí mais uma boa dica de chá para aqueles dias! Outro mal que atormenta as mulheres na TPM é o estresse e a dificuldade para dormir, e o clássico chá de camomila pode ser um ótimo aliado para auxiliar a reverter esses quadros.


É sempre bom lembrar que nada em excesso é bom, nem mesmo os chás, mesmo que sejam uma opção natural frente aos remédios convencionais. O ideal é tomar de 2 - 3 xícaras/dia, variando os tipos sempre. Um de manhã, um durante a tarde e um durante a noite: escolha aqueles que mais podem te ajudar dependendo dos seus sintomas, e use do poder das plantas para minimizar os sintomas dessa fase! REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ozgoli, G., Goli, M., & Moattar, F. (2009). Comparison of Effects of Ginger, Mefenamic Acid, and Ibuprofen on Pain in Women with Primary Dysmenorrhea. The Journal of Alternative and Complementary Medicine, 15(2), 129–132. doi:10.1089/acm.2008.0311


González-Castejón, M., Visioli, F., & Rodriguez-Casado, A. (2012). Diverse biological activities of dandelion. Nutrition Reviews, 70(9), 534–547. doi:10.1111/j.1753-4887.2012.00509.x

Mahboubi M. (2019). Foeniculum vulgare as Valuable Plant in Management of Women's Health. Journal of menopausal medicine, 25(1), 1–14. https://doi.org/10.6118/jmm.2019.25.1.1