FAD e o metabolismo lipídico

A denominação FADS, vem do inglês Fatty Acid Desaturase. As enzimas FAD são dessaturases que regulam a insaturação dos ácidos graxos, são necessárias para a síntese de ácidos graxos poli-insaturados, como o Ômega 3 e o Ômega 6, e são codificadas pelo gene FAD.



Estudos recentes demonstram que, polimorfismos do gene FAD normalmente tem impacto no metabolismo lipídico, como dislipidemias.


A conversão endógena de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa, ainda que dependa da ingestão alimentar, também é influenciada pela genética do indivíduo. Estudos mostram que variáveis genéticas como as dos genes das FADS, que codificam as enzimas dessaturase. E ainda, estudos mostram que, polimorfismos dos genes FADS, tanto em adultos quanto em crianças, são importantes determinantes para as quantidades sanguíneas de ácidos graxos poli-insaturados.


Isso mostra que, o gene FADS pode ser um importante determinante, não só para a produção, conversão e quantidade sanguínea de ácidos poli-insaturados, mas também para os efeitos que esses ácidos exercem no organismo.


Em relação as consequências dos polimorfismos do gene FADS, estudos mostram relação com menores concentrações sanguíneas de ácidos poli-insaturados e maior risco para desenvolver Diabetes tipo 2. Além disso, estudos mostraram também, associação de polimorfismos com o aumento do risco de doenças cardiovasculares e aumento das concentrações sanguíneas de Colesterol Total, LDL e Triglicerídeos. Além disso, observou-se também aumentos de marcadores bioquímicos de inflamação.