• Karina Al Assal

Enzimas digestivas que reduzem a candidíase



A ingestão alimentar é a principal e mais eficaz maneira de estimular a modulação do microbioma intestinal. No entanto, as enzimas digestivas também atuam de forma significativa contra o desenvolvimento de alguns tipos de fungos.


As enzimas digestivas possuem diversas funções benéficas para que não aconteça o desenvolvimento e a proliferação de fungos patogênicos e biofilmes no intestino, por conta da sua atuação sobre a quebra da estrutura do complexo desses biofilmes, fazendo com que os microrganismos presentes neles fiquem expostos para atuação do sistema imunológico, fármacos e outros fatores que impedem seu desenvolvimento.


Além disso, essas enzimas também auxiliam no tratamento da hipocloridria, para que o pH do ambiente intestinal fique adequado e não seja favorável a proliferação dos fungos patógenos. Diversas enzimas podem ser utilizadas para o tratamento de desordens fúngicas, dentre elas estão incluídas: bromelina, papaína, alfa amilase, pancreatina, pepsina e cloridrato de betaína.


As enzimas digestivas pancreatina e betaína cloridrato podem auxiliar no tratamento da candidíase e vem demonstrando excelentes resultados a esse respeito. Mas, a literatura ressalta que essas duas enzimas não podem ser manipuladas em uma mesma formulação, pois a pancreatina é uma enzima que atua em pH alcalino, enquanto que a betaína contém característica ácida. De acordo com a literatura científica, a ingestão de 50mg da enzima amilase já é suficiente para promover a quebra da estrutura dos complexos do biofilme e com isso auxiliar o tratamento de desordens fúngicas como a candidíase.


O estado de estresse pode proporcionar a ocorrência de uma possível disbiose fúngica e bacteriana no ambiente intestinal. Isso acontece porque quando estamos em estado de estresse nosso sistema nervoso parassimpático não é ativado, e ele é responsável por provocar a secreção das enzimas digestivas que vão auxiliar o processo de digestão do indivíduo. Devido a isso, a digestão dos alimentos não ocorre da forma que deveria, facilitando a passagem de partículas maiores de nutrientes pela membrana da barreira intestinal, além de serem mais fermentadas por fungos patogênicos.