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Café, microbiota e cérebro: novo estudo mostra efeitos além da cafeína

Se você acha que café serve apenas para acordar, esse novo estudo publicado na Nature Communications mostrou algo muito mais interessante.


Pesquisadores da University College Cork analisaram como o consumo habitual de café impacta a microbiota intestinal e a comunicação entre intestino e cérebro.


E o resultado foi claro: tanto o café com cafeína quanto o descafeinado promoveram mudanças relevantes no microbioma, sugerindo que os benefícios não dependem apenas da cafeína.


O que os pesquisadores encontraram?


Os consumidores habituais de café apresentaram diferenças importantes na composição da microbiota intestinal, com aumento de bactérias capazes de metabolizar compostos bioativos do café, especialmente polifenóis.


Isso significa que algumas bactérias parecem "se alimentar" desses compostos e, em troca, produzir metabólitos potencialmente benéficos para o organismo.

Também foram observadas alterações em vias metabólicas ligadas a:

  • regulação do estresse

  • neurotransmissores

  • inflamação

  • metabolismo energético

  • função cognitiva

  • comunicação intestino-cérebro

Em outras palavras: o café pode mudar não só quais bactérias vivem no intestino, mas o que elas fazem.

O ponto mais moderno do estudo

Durante muito tempo a ciência olhou apenas para "quais bactérias aumentam ou diminuem".

Hoje sabemos que o mais importante muitas vezes é a função metabólica da microbiota.

E esse estudo mostrou exatamente isso: o café parece modular a atividade coletiva dos microrganismos intestinais, influenciando substâncias que podem impactar humor, foco e resiliência ao estresse.

Café com ou sem cafeína?

Esse talvez seja um dos achados mais interessantes. Mesmo o descafeinado apresentou efeitos, sugerindo que compostos como:

  • ácido clorogênico

  • polifenóis

  • melanoidinas

  • fibras solúveis naturais do grão

também participam dessa relação positiva com a microbiota.

Ou seja: os benefícios do café podem ir muito além do estímulo imediato da cafeína.

Aplicação clínica


Na prática, isso reforça que sintomas como:

  • ansiedade

  • fadiga mental

  • dificuldade de foco

  • intestino preso ou solto

  • compulsão

  • estufamento

  • oscilação de humor

podem envolver o eixo intestino-cérebro.

Mas atenção: café não é universalmente bom.

Em algumas pessoas ele piora:

  • gastrite

  • refluxo

  • ansiedade

  • insônia

  • urgência intestinal

  • distensão abdominal

Por isso, o segredo não é "tomar mais café".É entender seu terreno biológico.


É por isso que criamos o Método Healing


No consultório, o Método Healing é um programa de reset intestinal que investiga a raiz dos sintomas e monta um plano individualizado. Inclui:

  • teste de fezes

  • consulta comigo

  • acompanhamento com equipe

  • estratégia nutricional personalizada

  • protocolo para recuperar intestino e metabolismo

Porque quando o intestino melhora, o resto do corpo costuma acompanhar.

Café, microbiota e cérebro: novo estudo mostra efeitos além da cafeína
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