• Karina Al Assal

Tribullus terrestre e saúde sexual

O tribullus terrestre (TT) é um fitoterápico nativo do sudeste do mediterrâneo. Sua principal utilização na medicina está relacionada a tratamentos de aumento de libido, desempenho sexual, infertilidade e disfunção erétil.



A busca por desempenho sexual é um assunto que está muito presente na mídia atualmente e por conta disso o TT se tornou tão popular.


Estudos apontam que esse fitoterápico possui propriedades afrodisíacas, metabólicas, cardiovasculares e circulatórias, contendo também saponinas, esteróides, taninos, terpenóides, fitoesteróis, derivados de amida, aminoácidos e proteínas em sua composição.


O suposto efeito do tribullus terrestre quanto a aspectos sexuais, está relacionado principalmente com as saponinas esteróides que ele possui. Especialmente a concentração de protodioscina, devido a seu efeito semelhante ao dos andrógenos, em modular o receptor androgênico sem causar prejuízos aos níveis de andrógeno ou metabolismo deles.


A molécula de hidroepiandrosterona (DHEA) é produzida através da conversão de protodioscina. Quando encontrada em baixos níveis, a DHEA resulta em menor interesse sexual e libido. Mas, o TT tem se mostrado eficaz em elevá-la, promovendo melhoria do interesse sexual e satisfação entre mulheres.


O uso de TT para elevar o nível de testosterona sérica, principalmente em mulheres, o mecanismo de ação envolvido nesse processo ainda é de certa forma indescritível. Porém, alguns estudos comentam que existe uma possível ação do tribullus sobre a redução da gordura corporal e no aumento da força e massa muscular magra.


Existem poucos estudos na literatura que abordam os efeitos do TT como recurso ergogênico. No entanto, eles comentam que o tribullus terrestre pode proporcionar pequena melhora da performance, devido ao leve aumento do IGF-1. Mas, não é descartada a possibilidade de que ele possa ser mais efetivo, quando utilizado juntamente a outros recursos ergogênicos.


Outra possibilidade se refere a elevação de óxido nítrico (NO) periférico auxiliando no processo de vasodilatação, promovendo assim melhora na circulação sanguínea e oferta de oxigênio e nutrientes ao tecido muscular.

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