Classificação de dieta vegetariana



Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira, “é considerado vegetariano todo aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carnes, aves e peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos''. O vegetarianismo inclui o veganismo, que é a prática de não utilizar produtos oriundos do reino animal para nenhum fim, seja alimentar, higiênico ou de vestuário”.


O indivíduo que segue a dieta vegetariana pode ser classificado de acordo com o consumo de subprodutos animais, como os ovos e laticínios: Lacto-ovo-vegetariano, lacto-vegetariano, ovo-vegetariano, pescatarianos, vegano e semi-vegetarianos:

  1. Lacto-ovo-vegetarianos: ingestão de laticínios e ovos, com exclusão de carne, frango ou frutos do mar;

  2. Ovo-vegetarianos: incluem ovos, mas evita todos os outros alimentos de origem animal, incluindo laticínios;

  3. Lacto-vegetarianos: ingestão de laticínios e exclusão de ovos, carnes, aves e frutos do mar

  4. Veganos: exclusão de quaisquer produtos de origem animal, incluindo carnes, ovos, laticínios e mel;

  5. Pescatarianos: ingestão de peixes e mariscos;

  6. Semi-vegetarianos: ingestão restrita de carne, ovos, aves, frutos do mar e laticínios.


São diversos os motivos que levam os indivíduos a se tornarem vegetarianos ou veganos. A noção de que os animais são seres sencientes, capazes de sofrer ou sentir prazer e felicidade, leva o indivíduo a não querer ser co-responsável com o abate e com qualquer outra forma de utilização de animais para fins alimentícios e cosméticos.


A adoção da dieta vegetariana também pode ser influenciada pelos efeitos positivos à saúde com maior utilização de produtos de origem vegetal e restrição de produtos oriundos do reino animal, e inclui a sensação de bem-estar que alguns indivíduos relatam por não utilizar alimentos cárneos ou derivados de animais. As dietas vegetarianas fornecem benefícios físicos bem estabelecidos, que derivam, em parte, da restrição de alimentos de origem animal. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de uma dieta saudável ao longo da vida ajuda a prevenir a desnutrição em todas as suas formas, bem como uma série de Doenças Crônicas Não-transmissíveis (DCNT’S), e deve conter frutas, vegetais, legumes, sementes e grãos integrais, alimentos que compõem a base da alimentação plant-based.


As doenças cardiovasculares continuam sendo uma das principais causas de morte no mundo. Estudos relacionam os padrões alimentares com a incidência de doenças cardiovasculares e as evidências demonstram que indivíduos que consomem alimentos predominantemente à base de plantas têm menores taxas de doenças cardíacas, o que pode chegar a 29%. A American Dietetic Association, uma das maiores referências em nutrição no mundo, se posicionou em dezembro de 2016 sobre dietas plant-based. Segundo eles, dietas vegetarianas ou veganas planejadas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e fornecem benefícios à saúde no que diz respeito à prevenção e tratamento de doenças, como hipertensão arterial e diabetes tipo 2. As dietas plant-based são pobres em gordura saturada e colesterol, ricas em fibras alimentares, magnésio, potássio, vitaminas, minerais e fitoquímicos. A riqueza desses nutrientes explica as vantagens para a saúde dos indivíduos adeptos à prática.


Os adeptos à dieta plant-based devem conhecer os grupos de alimentos e combiná-los para melhorar a obtenção de nutrientes e aumentar a capacidade antioxidante do organismo, fortalecer o sistema imunológico e melhorar marcadores inflamatórios. No planejamento dietético, deve haver o consumo de cereais, leguminosas, oleaginosas, amiláceos, legumes, verduras, frutas e óleos. É importante variar os alimentos escolhidos dentro de cada grupo alimentar. Os padrões plant-based se evidenciam favoráveis em todos os quesitos. Isso é justificado pelo aumento do consumo de alimentos in natura e redução de gorduras totais, saturadas e trans., o que favorece essa população a ter um perfil função imunológico e fisiológico melhorado.


Ademais, é possível atender facilmente às necessidades de proteína em uma dieta vegetariana ou vegana, ao ingerir alimentos fonte de proteína vegetal. Estes incluem lentilha, feijões, grão de bico, sementes, nozes, castanhas e suas pastas (por ex., pasta de amendoim) e tofu. Os ovos e laticínios também são fontes de proteínas para os plant-based Lacto-ovo-vegetarianos, Ovo-vegetarianos e Lacto-vegetarianos. Os alimentos de origem vegetal, como os cereais e as leguminosas, fornecem carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fitoquímicos em quantidades que podem suprir todas as necessidades de um indivíduo.


Quando combinadas, as proteínas vegetais fornecem todos os aminoácidos essenciais e são considerados fonte de proteína, mesmo que não sejam consideradas proteínas de alto valor biológico, como as proteínas de origem animal. Além disso, o consumo de proteínas vegetais resulta em uma redução na ingestão de gorduras saturadas.



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